Agenda Solaire

10 setembro 2026

A Inteligência Artificial democratizou as ideias. Mas quem faz o "aperfeiçoamento" delas?

 


Vivemos um momento de transição fascinante na comunicação contemporânea. Com o advento das ferramentas de Inteligência Artificial generativa, a barreira de entrada para a criação de conteúdo foi drasticamente reduzida. Hoje, muitos gestores e empresários conseguem estruturar planos robustos, redigir textos e até conceber identidades visuais apenas dominando a engenharia de prompts.

Por muito tempo, acreditou-se que não existia empresa de sucesso sem uma agência de publicidade estruturada por trás. Hoje, a realidade nos mostra que existem, sim, empresas sem agências. Mas será que elas conseguem operar sem o olhar clínico de um profissional da comunicação?

A resposta que tenho encontrado no meu dia a dia e nas minhas imersões profissionais é: não.

O que acontece é que o escopo mudou. O desafio atual de grande parte dos clientes não é mais a "ideação". A IA resolve isso a um custo baixo. O verdadeiro desafio encontra-se no que chamo de "o último quilômetro da execução técnica". É o cliente que gera uma arte incrível na IA, mas esbarra na impossibilidade técnica de vetorizar essa marca para uso profissional. É a arte finalização de um material promocional, como uma estampa, ou o fechamento de arquivos complexos para a impressão gráfica. A IA imagina, mas é a mão humana e técnica que tangibiliza.

Além da técnica, há o fator mais crítico de todos: o resultado financeiro.

Uma agência de comunicação (mesmo as mais enxutas e modernas) carrega consigo uma estrutura que vai muito além de softwares e bancos de imagens. Carrega a necessidade de estudo constante, capacitação técnica, legalidade e inteligência de mercado. Tudo isso tem um custo. E o cliente moderno, com total razão, exige que esse investimento traga retorno imediato. Ele precisa de audiência, engajamento, mas acima de tudo: vendas.

Essa é a grande balança do mercado atual. O valor de um profissional de comunicação hoje não é medido apenas por sua capacidade de criar, mas por sua habilidade de ser útil e eficiente.

Meu foco, como consultor e profissional de publicidade, tem sido compreender profundamente esse novo cenário. Não se trata de competir com a Inteligência Artificial, mas de orquestrá-la. O objetivo é oferecer uma assessoria que entenda o contexto real de cada negócio, ajustando as expectativas e garantindo que o serviço prestado atinja o coração do problema.

Quando um empresário vê o preço de um serviço de marketing como um "gasto", é porque o valor estratégico não ficou claro ou o resultado final não se pagou. O futuro da nossa profissão é garantir que todo movimento comunicacional seja desenhado para ser um investimento a longo prazo, unindo a velocidade das novas tecnologias com a indispensável precisão da execução humana.

22 maio 2026

O fim do minimalismo ou genialidade efêmera? O que o "Discomorphism" do Spotify nos ensina sobre Branding.

 


Maio de 2026 ficará marcado como o mês em que o verde minimalista deu lugar ao brilho das pistas de dança. Em comemoração aos seus 20 anos, o Spotify lançou a campanha "Spotify 20: Your Party of the Year(s)" e tomou uma decisão ousada: alterou seu intocável logotipo para uma versão espelhada, texturizada e em 3D, apelidada pela comunidade de design como a estética do globo de discoteca.

Como estrategistas de marca, o que podemos aprender com o barulho gerado nos dias 14 e 15 de maio?

  • O Poder do "Branding Efêmero": O Spotify já confirmou que a logo original retorna na semana seguinte. Essa é a magia da escassez. Alterar o ativo mais valioso de uma marca (sua logo) de forma temporária gera um pico de buzz gigantesco sem comprometer o reconhecimento a longo prazo.

  • Quebra de Padrão Visual (Discomorphism): Vivemos a era do Flat Design e do minimalismo extremo. Quando o Spotify apresentou uma logo que dividiu opiniões — criticada por uns como "escura" ou "com cara de IA", e aclamada por outros pela ousadia —, a marca assumiu o controle da narrativa. Eles não queriam ser unânimes; queriam ser comentados.

  • O Efeito Manada B2B: O sucesso de uma ação de PR pode ser medido por quem pega carona nela. Quando gigantes como KitKat, Notion, Solana e Uniswap surfam na mesma onda nas redes sociais, o Spotify deixa de ser apenas uma plataforma e passa a ditar a cultura da internet naquele momento.


Imagem gerada com o Gemini
Imagem gerado pelo Gemini

Aqui na Solaire Comunicação & Marketing, também entrei na trend para testar a aderência visual da minha própria marca a essa tendência (como vocês podem ver na arte que ilustra este post). A conclusão? Marcas fortes aguentam experimentações estéticas.

A lição que fica é clara: ter consistência de marca não significa ser engessado. Quando a ocasião exige uma "festa", vista sua marca para ela.



06 março 2026

Resultado: Pesquisa de Opinião sobre Mídias Locais e Regionais

 



Como as pessoas se informam hoje?


Quais veículos realmente fazem parte do dia a dia do público?


E quais profissionais conseguem manter presença e credibilidade em meio a tantas fontes de informação?



Para ajudar a responder essas perguntas, o Blog Jequié Repórter, em parceria com a Solaire Comunicação & Marketing, realizou a Pesquisa de Opinião sobre Mídias Locais e Regionais. O levantamento reuniu a participação de 87 pessoas, que compartilharam seus hábitos de consumo de notícias, preferências de veículos e percepções sobre o jornalismo local.


Para pesquisas exploratórias de mídia local, 87 participantes: 

✔ Permitem identificar tendências 
✔ Revelam padrões de comportamento 
✔ Indicam preferências predominantes 
✔ Sinalizam oportunidades editoriais 

Não se trata de uma pesquisa probabilística com margem de erro formal, mas de um levantamento estratégico de percepção, ideal para diagnóstico e direcionamento editorial. 

O número de participantes sugere: 

  • - Público engajado 

  • - Interesse real no tema 

  • - Base ativa de leitores 

  • - Potencial de comunidade consolidada 

Para mídia local, o mais importante não é apenas volume, mas qualidade e perfil do público — e isso vamos analisar nas próximas perguntas.



Mais do que números, os resultados revelam tendências importantes sobre como a informação circula hoje, quais meios mantêm relevância e como o público se relaciona com o jornalismo em um cenário cada vez mais digital e multiplataforma.

A seguir, você confere os principais dados e análises que ajudam a compreender quem informa, como informa e onde o público realmente está.




89,6% dos participantes têm mais de 40 anos. 

Isso revela que: 

  • O Blog possui forte penetração em público adulto e consolidado. 
  • Trata-se de uma audiência com maior poder de decisão. 
  • Público potencialmente formador de opinião. 
  • Perfil com maior estabilidade econômica. 



Quase metade dos entrevistados (48,3%) afirma que Sites e Blogs são sua principal fonte de informação. 

Isso é extremamente relevante porque: 

  • Confirma a força do jornalismo digital regional. 
  • Demonstra confiança na informação estruturada. 
  • Indica busca por conteúdo mais aprofundado do que apenas redes sociais. 



O dado é contundente: 

👉 86,2% consomem notícias várias vezes ao dia. 

Isso revela: 

  • Alto nível de interesse informativo. 
  • Público conectado. 
  • Hábito consolidado de acompanhamento diário. 
  • Dependência informativa do noticiário. 

Estamos falando de um público altamente ativo.




Como é uma pergunta aberta (Top of Mind), ela mede: 

  • Força de marca 
  • Presença mental 
  • Autoridade estadual 
  • Relevância simbólica 

Não mede necessariamente audiência real — mede lembrança espontânea. 

E lembrança espontânea é um dos indicadores mais valiosos em branding. 




O Top of Mind é uma pergunta aberta de lembrança espontânea, sem apresentação prévia de opções. 


Por se tratar de uma pesquisa promovida dentro do ambiente do próprio blog, é natural que o Blog Jequié Repórter e o jornalista Wilson Novaes apareçam em respostas espontâneas. 


Esse tipo de pergunta mede: 

  • Presença mental 
  • Força de marca 
  • Autoridade percebida 
  • Relevância simbólica 

Ela não mede audiência técnica. E isso torna o dado ainda mais valioso.



Mais da metade dos entrevistados escolheu credibilidade como principal fator. 

Isso é muito expressivo. 

Significa que: 

  • O público valoriza reputação. 
  • A confiança é mais importante que velocidade. 
  • A marca importa. 
  • A percepção de seriedade é decisiva. 

Em pesquisas de mídia, quando um fator ultrapassa 50%, ele se torna dominante.



Globo com cerca de 56,7% mostra o seu 
domínio quase hegemônico. 

Diferente do cenário estadual digital, aqui temos concentração massiva. 



   TV Bahia (35,6%) mantém liderança clara. 

  TV Sudoeste (28,7%) aparece muito próxima, indicando: 

  • Forte identificação regional 
  • Alto consumo de jornalismo local 
   TVE Bahia (10,3%) demonstra presença relevante. 



Foco em Notícias: A Globo News lidera com folga (25,3%), reforçando a tendência de consumo de informação que vimos nos slides anteriores. 

Equilíbrio: Há um empate técnico no segundo lugar entre a CNN Brasil e a opção "Nenhuma", ambas com 10,3%.



Mais da metade do público (57,5%) ainda consome jornalismo no rádio. 

Isso é significativo, especialmente considerando que: 

  • 86% consomem notícias várias vezes ao dia; 
  • Sites e blogs lideram como principal meio;

O rádio não é o meio principal, mas é complementar.


Interessante perceber a Jequié FM (21,8%) sendo indicada como uma emissora de Rádio a nível estadual.



Sendo que quando a pergunta foca em uma emissora de Rádio de Jequié a 95 FM tem 25,4% dos votos, e a Jequié FM e a 93 FM aparecem com 20,7% das indicações.




Seguindo a liderança da audiência da 95 FM como rádio FM mais ouvida em Jequié, o programa Conexão obteve 20,7% das indicações. O destaque aqui é o programa Hora de Notícias (17,2%) que é transmitido ao vivo no YouTube do Jequié Repórter e retransmitido pela Rádio Cidade FM. Os programas Primeira Página (Rádio Povo) e Ari Moura Comunicando (Jequié FM) aparecem com 14,9% cada.



Esse gráfico indica o desafio da audiência trabalhada pelos profissionais lembrados: 

  • Forte pulverização da audiência 
  • Ausência de hegemonia dominante 
  • Público segmentado por perfil de programa 




Força nas Redes: Wilson Novaes (30,1%) e Wellington Ferreira (25,3%) aparecem como os grandes nomes da influência digital local, concentrando juntos mais de metade da preferência do público que acompanha jornalistas nas redes sociais. 

Presença Digital: O gráfico ressalta como a dinâmica das redes sociais pode ser diferente do rádio, evidenciando quais profissionais conseguem transpor sua audiência para as plataformas digitais.




Predomínio Digital: O gráfico deixa claro a força do digital, com Site/Blog (27,8%) e YouTube (25,3%) liderando a preferência.

Redes Sociais em Alta: O Instagram se consolida como a terceira maior força (17,2%), superando meios tradicionais e o próprio WhatsApp como fonte primária.

Queda das Mídias Tradicionais: É notável como a TV e o Rádio aparecem com percentuais de consumo direto de notícias menores do que os canais digitais nesta amostra específica.